Depois do meu meu último jantar de amigos do ano de 2012, voltei de táxi para casa, e o taxista deixou-me um pouco intrigado pelo seu sotaque. Eu, como amante dos idiomas e da comunicação, tive de lhe perguntar. A resposta foi diferente da que eu esperava. "Xoy cubano", dizia-me ele com um sorriso nos lábios e saudosismo nas palavras. Como todos os portugueses, tinha de encontrar um ponto comum com aquele senhor, pois que que me saiu foi que já lá tinha andado por perto, no México. A partir daí, a conversa foi fluída, deste música (tocava a M80), a questões culturais, económicas, sociais, financeiras, enfim os temas quentes do passado, presente e futuro, numa viagem que não demorou mais do que 15 minutos.
Depois de muita conversa, a sua observação era de uma realidade indiscutível: as pessoas esquecem-se de viver o momento. Estas palavras fizeram-me, de facto, pensar na minha própria vida. Planificar muito, para mim, cada vez me parece mais descabido, isto porque estamos a caminhar para o incerto, pelo menos na minha ideologia. Numa altura de fazer planos e promessas, acho que é importante analisar se, de facto, aquilo que queremos é o importante e se estamos a viver a vida como devemos. Claro que cada um fará a sua própria interpretação das minhas palavras, mas o que eu acho é que estamos reféns a um futuro incerto e cujos caminhos para lá chegar são totalmente desconhecidos, e por essa mesma razão não adianta fazer grandes planos mas, sim, viver a vida a cada dia, o carpe diem, de que todos já ouvimos falar nunca fez tanto sentido como agora.
Para o ano de 2013, prometi a mim mesmo que estava na altura de mudar alguns aspectos da minha vida, e por essa razão tudo isto me faz sentido. Amem, beijem, apaixonem-se, lutem pelo vosso sucesso e pela vossa felicidade, pois no final da contas, é isso que importante. Estamos neste mundo para muito mais do que a filosofia dos franceses "métro, boulot, dodo".
Sejam felizes e façam de 2013, e à parte de todas as dificuldades e eventuais lamentos, um ano inesquecível.
Um abraço,
Diogo Marques da Santos